Para saber as
melhores formas de prevenção, é preciso compreender seus fatores de risco,
investir em hábitos saudáveis e realizar exames de rotina, como mamografia e
autoexame das mamas, fundamentais para o diagnóstico precoce.
O que é o câncer
de mama e por que a prevenção é essencial?
O câncer de mama é uma doença grave em que células da mama crescem de forma descontrolada, formando tumores. Sua prevenção é importante, pois a detecção precoce multiplica as chances de cura e reduz a agressividade dos tratamentos.
Embora não haja um
único “maior causador”, a doença resulta da interação entre fatores genéticos,
hormonais, ambientais e comportamentais — como exposição prolongada a
hormônios, histórico familiar, sedentarismo, obesidade e consumo de
álcool.
FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER DE MAMA
• Fatores
genéticos e hereditários
Ter histórico
familiar de câncer de mama (especialmente em mãe, irmã ou filha) eleva o risco
pessoal, pois pode indicar a presença de mutações genéticas. As mutações nos
genes BRCA1 e BRCA2 são exemplos mais estudados: mulheres portadoras dessas
mutações têm probabilidade significativamente maior de desenvolver câncer de
mama ao longo da vida.
• Fatores
ligados ao estilo de vida
Estudos sugerem que
alguns hábitos podem aumentar a probabilidade do câncer de mama, como:
→ Sedentarismo: a falta de atividade física regular está
associada a um risco maior de câncer de mama, inclusive após a
menopausa.
→ Tabagismo: estudos apontam para um efeito moderado,
especialmente quando o consumo ocorre por longos períodos.
→ Consumo de álcool: até pequenas quantidades aumentam o risco —
mulheres que consomem uma bebida por dia têm risco cerca de 7% a 10%
maior.
→ Obesidade / sobrepeso: especialmente após a menopausa, o excesso
de gordura corporal contribui para níveis hormonais alterados e inflamação,
fatores relacionados ao câncer de mama.
→ Idade e alterações hormonais: O risco de câncer de mama cresce com a
idade, sendo mais frequente em mulheres a partir
dos 50 anos, devido ao
acúmulo de exposições e alterações biológicas devido ao envelhecimento.
Além disso, casos
de reposição ou alterações hormonais ao longo da vida, como menstruação precoce
ou menopausa tardia, também são fatores que aumentam os riscos.
PRINCIPAIS
FORMAS DE PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA
Para prevenir o
câncer de mama, o foco está em controlar os possíveis fatores de risco,
promover hábitos saudáveis e garantir o acesso a exames de rastreamento.
No Brasil,
políticas públicas e iniciativas privadas vêm sendo mobilizadas para ampliar a
conscientização e facilitar o diagnóstico precoce, reduzindo o impacto da
doença.
• Autoexame
das mamas
Esta prática
simples permite à mulher “conhecer” seu corpo e perceber alterações como
nódulos, secreções ou alterações na pele. Especialistas recomendam realizá-lo
mensalmente, especialmente alguns dias após a menstruação, momento em que as
mamas estão menos sensíveis.
Vale destacar que o
autoexame não substitui o exame clínico e os exames de imagem. O Ministério
da Saúde e o INCA afirmam que ele não tem eficácia comprovada na redução da
mortalidade por Câncer de Mama como método isolado, servindo mais como
alerta para busca médica rápida em caso de alterações.
• Exames
regulares
Para rastrear o
câncer de mama, os exames de imagem são indispensáveis. A mamografia bilateral
é considerada exame de escolha no rastreamento, por sua capacidade de detectar
lesões ainda não palpáveis.
No Brasil, a
recomendação oficial prevê mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 69
anos sem sintomas. Recentemente, o Ministério da Saúde ampliou o
acesso à mamografia também para mulheres a partir dos 40 anos, sob demanda médica. Além disso, seu
clínico ou ginecologista pode indicar uma ultrassonografia quando as mamas
forem densas ou houver indicação específica.
O Câncer de Mama é a principal causa de óbitos por câncer
das mulheres brasileiras. Para prevenir o desenvolvimento e detectar
precocemente essa doença, o autoexame das mamas é o primeiro passo.
Cerca de 80% dos tumores de mama são descobertos pelas
próprias mulheres. O ideal é que cada uma conheça detalhadamente as suas mamas,
o que facilita a percepção de qualquer alteração.
A realização desse exame é recomendada para todas as
mulheres maiores de 20 anos de idade. O autoexame deve ser feito sete dias após
o início da menstruação. Após a menopausa, deve-se escolher um dia por mês para
fazê-lo.
A partir dos 40 anos de idade, as mulheres devem realizar
anualmente a mamografia, exame que permite a identificação de lesões não
palpáveis.
O câncer de mama atinge principalmente mulheres em idade em
torno da menopausa (entre 45 e 55 anos). Em todas as faixas etárias podem
aparecer nódulos benignos, que também vão precisar de tratamento.
Lembre-se: o autoexame de mamas é apenas a
primeira precaução. A consulta ginecológica anual e a atenção aos sinais
emitidos pelo corpo, como o aparecimento de secreções e dores, são essenciais
para prevenir e tratar qualquer problema.
AUTOEXAME,
COMO FAZER?
Em frente ao
espelho:
• Observe os dois
seios, primeiramente com os braços caídos;
• Coloque as mãos
na cintura fazendo força;
• Coloque-as atrás
da cabeça e observe o tamanho, posição e forma do mamilo;
• Pressione
levemente o mamilo e veja se há saída de secreção.
Em pé (pode ser
durante o banho):
• Levante seu braço
esquerdo e apoie-o sobre a cabeça;
• Com a mão direita
esticada, examine a mama esquerda;
• Divida o seio em
faixas e analise devagar cada uma dessas faixas. Use a polpa dos dedos e não as
pontas ou unhas;
• Sinta a mama;
• Faça movimentos
circulares, de cima para baixo;
• Repita os
movimentos na outra mama.
Deitada
• Coloque uma
toalha dobrada sob o ombro direito para examinar a mama direita;
• Sinta a mama com
movimentos circulares, fazendo uma leve pressão;
• Apalpe a metade
externa da mama (é mais consistente);
• Depois apalpe as
axilas;
• Inverta o
procedimento para a mama esquerda.
Anote Suas
Observações
Mantenha um
registro das observações feitas durante o autoexame. Isso pode ser útil para
rastrear quaisquer mudanças ao longo do tempo.
Lembre-se de que o autoexame
de mama não substitui exames regulares com profissionais de saúde,
como mamografias e consultas ginecológicas. No entanto, ele é uma
ferramenta importante para o autocuidado e a detecção precoce de possíveis
alterações mamárias.
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Ministério da Saúde, BRCA1, BRCA2.
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