Câncer de Mama — Detecção precoce multiplica chances de cura.

O Câncer de Mama é o tipo mais comum entre mulheres no Brasil e um dos maiores desafios de saúde pública. Quanto antes a doença é identificada, maiores são as chances de tratamento eficaz e de cura.

Para saber as melhores formas de prevenção, é preciso compreender seus fatores de risco, investir em hábitos saudáveis e realizar exames de rotina, como mamografia e autoexame das mamas, fundamentais para o diagnóstico precoce. 

O que é o câncer de mama e por que a prevenção é essencial?

O câncer de mama é uma doença grave em que células da mama crescem de forma descontrolada, formando tumores. Sua prevenção é importante, pois a detecção precoce multiplica as chances de cura e reduz a agressividade dos tratamentos. 

Embora não haja um único “maior causador”, a doença resulta da interação entre fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais — como exposição prolongada a hormônios, histórico familiar, sedentarismo, obesidade e consumo de álcool. 

FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER DE MAMA

• Fatores genéticos e hereditários

Ter histórico familiar de câncer de mama (especialmente em mãe, irmã ou filha) eleva o risco pessoal, pois pode indicar a presença de mutações genéticas. As mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 são exemplos mais estudados: mulheres portadoras dessas mutações têm probabilidade significativamente maior de desenvolver câncer de mama ao longo da vida. 

• Fatores ligados ao estilo de vida

Estudos sugerem que alguns hábitos podem aumentar a probabilidade do câncer de mama, como:   

→ Sedentarismo: a falta de atividade física regular está associada a um risco maior de câncer de mama, inclusive após a menopausa.  

→ Tabagismo: estudos apontam para um efeito moderado, especialmente quando o consumo ocorre por longos períodos.  

→ Consumo de álcool: até pequenas quantidades aumentam o risco — mulheres que consomem uma bebida por dia têm risco cerca de 7% a 10% maior.  

→ Obesidade / sobrepeso: especialmente após a menopausa, o excesso de gordura corporal contribui para níveis hormonais alterados e inflamação, fatores relacionados ao câncer de mama. 

→ Idade e alterações hormonais: O risco de câncer de mama cresce com a idade, sendo mais frequente em mulheres a partir dos 50 anos, devido ao acúmulo de exposições e alterações biológicas devido ao envelhecimento.

Além disso, casos de reposição ou alterações hormonais ao longo da vida, como menstruação precoce ou menopausa tardia, também são fatores que aumentam os riscos. 

PRINCIPAIS FORMAS DE PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA

Para prevenir o câncer de mama, o foco está em controlar os possíveis fatores de risco, promover hábitos saudáveis e garantir o acesso a exames de rastreamento.

No Brasil, políticas públicas e iniciativas privadas vêm sendo mobilizadas para ampliar a conscientização e facilitar o diagnóstico precoce, reduzindo o impacto da doença. 

• Autoexame das mamas

Esta prática simples permite à mulher “conhecer” seu corpo e perceber alterações como nódulos, secreções ou alterações na pele. Especialistas recomendam realizá-lo mensalmente, especialmente alguns dias após a menstruação, momento em que as mamas estão menos sensíveis. 

Vale destacar que o autoexame não substitui o exame clínico e os exames de imagem. O Ministério da Saúde e o INCA afirmam que ele não tem eficácia comprovada na redução da mortalidade por Câncer de Mama como método isolado, servindo mais como alerta para busca médica rápida em caso de alterações.  

• Exames regulares

Para rastrear o câncer de mama, os exames de imagem são indispensáveis. A mamografia bilateral é considerada exame de escolha no rastreamento, por sua capacidade de detectar lesões ainda não palpáveis.  

No Brasil, a recomendação oficial prevê mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos sem sintomas. Recentemente, o Ministério da Saúde ampliou o acesso à mamografia também para mulheres a partir dos 40 anos, sob demanda médica. Além disso, seu clínico ou ginecologista pode indicar uma ultrassonografia quando as mamas forem densas ou houver indicação específica. 

O Câncer de Mama é a principal causa de óbitos por câncer das mulheres brasileiras. Para prevenir o desenvolvimento e detectar precocemente essa doença, o autoexame das mamas é o primeiro passo.

Cerca de 80% dos tumores de mama são descobertos pelas próprias mulheres. O ideal é que cada uma conheça detalhadamente as suas mamas, o que facilita a percepção de qualquer alteração.

A realização desse exame é recomendada para todas as mulheres maiores de 20 anos de idade. O autoexame deve ser feito sete dias após o início da menstruação. Após a menopausa, deve-se escolher um dia por mês para fazê-lo.

A partir dos 40 anos de idade, as mulheres devem realizar anualmente a mamografia, exame que permite a identificação de lesões não palpáveis.

O câncer de mama atinge principalmente mulheres em idade em torno da menopausa (entre 45 e 55 anos). Em todas as faixas etárias podem aparecer nódulos benignos, que também vão precisar de tratamento.

Lembre-se: o autoexame de mamas é apenas a primeira precaução. A consulta ginecológica anual e a atenção aos sinais emitidos pelo corpo, como o aparecimento de secreções e dores, são essenciais para prevenir e tratar qualquer problema.

AUTOEXAME, COMO FAZER?


O autoexame é um procedimento simples que todas as mulheres podem aprender a fazer em casa para monitorar sua saúde mamária. Confira os passos essenciais para realizar o autoexame de mama:

Em frente ao espelho:

• Observe os dois seios, primeiramente com os braços caídos;

• Coloque as mãos na cintura fazendo força;

• Coloque-as atrás da cabeça e observe o tamanho, posição e forma do mamilo;

• Pressione levemente o mamilo e veja se há saída de secreção.

Em pé (pode ser durante o banho):

• Levante seu braço esquerdo e apoie-o sobre a cabeça;

• Com a mão direita esticada, examine a mama esquerda;

• Divida o seio em faixas e analise devagar cada uma dessas faixas. Use a polpa dos dedos e não as pontas ou unhas;

• Sinta a mama;

• Faça movimentos circulares, de cima para baixo;

• Repita os movimentos na outra mama.

Deitada

• Coloque uma toalha dobrada sob o ombro direito para examinar a mama direita;

• Sinta a mama com movimentos circulares, fazendo uma leve pressão;

• Apalpe a metade externa da mama (é mais consistente);

• Depois apalpe as axilas;

• Inverta o procedimento para a mama esquerda.

Anote Suas Observações

Mantenha um registro das observações feitas durante o autoexame. Isso pode ser útil para rastrear quaisquer mudanças ao longo do tempo.

Lembre-se de que o autoexame de mama não substitui exames regulares com profissionais de saúde, como mamografias e consultas ginecológicas. No entanto, ele é uma ferramenta importante para o autocuidado e a detecção precoce de possíveis alterações mamárias.

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